Elsa, rainha herdeira do trono de Arendelle, descobriu desde muito cedo, que possuía um poder estranho nas mãos. Por muito tempo tentou encobrir para não deixar ninguém perceber. Isolou-se em um quarto tentando ignorar seu dom, usando luvas. Anos depois, ao conhecê-lo melhor e a praticá-lo, descobriu as maravilhas que poderia fazer com ele.
Assim somos nós, escritores. Temos nas mãos o dom de transformar, criar, cativar, captar e fazer mágica através da escrita. Temos o poder nas mãos e muitas vezes temos receio; duvidamos da nossa capacidade por medo das criticas ou declaramos a incompetência de lidar com algo tão precioso.
          Ficamos, às vezes, dias trancafiados no “quarto do bloqueio” esperando o momento certo para sair e encarar o papel. Refletimos, ponderamos se algum dia alguém lerá algo criado por nós e se encantará como nos encantamos com aquele livro de cabeceira.
Mas quem nasceu para ser Elsa não consegue por muito tempo esconder seu dom. Uma hora ou outra ele sobressairá e seu brilho e encanto nos fará apaixonar por cada personagem, por cada enredo criado.
        Quem nasceu para escrever nunca conseguirá ficar de luvas por muito tempo. O poder precisa ser visto por todos e nos surpreenderá!
E o mais importante: sempre teremos uma “Anna” que nos inspirará, nos instigará a continuar, dando força, acreditando nesse poder magnífico.
A prova disso está aí mesmo: Jennifer Michelle Lee, a co-roteirista do Filme Frozen – Uma aventura congelante, estava bem inspirada quando o escreveu, não é verdade?

Por: Georgeane Braga

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